A capacidade é um dipolo que pode armazenar energia eléctrica por intermédio do campo eléctrico.
A capacidade C varia com a constante do dieléctrico, , com a área das placas condutoras, A, e com a distância, d, a que estas se encontram uma da outra, de acordo com:
Simbolicamente, uma capacidade e os respectivos sentidos de referência (convenção receptor), representa-se por:
Figura 9 – Representação simbólica da capacidade e sentidos de referência
O valor C da capacidade exprime-se em farads ( ) e, atendendo à expressão anterior, é um valor intrinsecamente positivo.
Na ausência de deslocamento físico do elemento, verifica-se que a corrente que percorre a capacidade é directamente proporcional à derivada da tensão que apresenta aos seus terminais, sendo C a constante de proporcionalidade:
Analogamente à indutância, uma primeira conclusão a retirar da expressão anterior é que, se a tensão for invariável no tempo, é nula a corrente que percorre a capacidade. Esta situação ocorre quando se atinge o regime permanente de um circuito alimentado em corrente contínua (corrente DC); nesta situação, a capacidade é equivalente a um circuito aberto.
Se
Relativamente à potência aos terminais da capacidade, tem-se:
Analogamente ao verificado para a indutância, o sinal da potência aos terminais da capacidade depende do sinal da tensão aos seus terminais e da respectiva derivada; conclui-se que a capacidade tanto pode fornecer como absorver potência.
A energia que transita pela capacidade pode ser calculada através de:
Onde representa a energia armazenada no instante
;
Atendendo a que se utilizou a convenção receptor para os sentidos de referência da corrente e tensão, conclui-se que:
se (isto é, se a tensão e a sua derivada tiverem o mesmo sinal) a capacidade absorve potência e aumenta a energia armazenada;
se (isto é, se a tensão e a sua derivada tiverem sinais diferentes) a capacidade fornece potência e restitui a energia armazenada.